Alejandro Poiré


Folha de SP entrevista Alejandro Poiré cientista político mexicano. Esta resposta coincide com a pesquisa publicada aqui ontem e em link de K. Hochstertler. Nos dois casos se fala em revisão do presidencialismo latino-americano.

- Esse problema surge da dificuldade dos mecanismos parlamentares para manter a disciplina parlamentar. O caso brasileiro é bastante estudado nesse sentido pelas dificuldades que se tem de obter coalizões até mesmo dentro dos próprios partidos para garantir a aprovação de uma lei.

- Está havendo em muitos países uma reavaliação a respeito dos mecanismos de formação das legislaturas. Particularmente nos sistemas presidenciais da América Latina, é permitida a existência, por exemplo, de um grande número de partidos políticos, o que dificulta a obtenção de maiorias. Nos sistemas presidenciais em que são necessárias coalizões para aprovar leis importantes, maiorias parlamentares são muito difíceis de se obter, o que dificulta a governabilidade. Isso tem gerado uma reavaliação de que temos que ser talvez menos proporcionais e mais favorecedores dos partidos que obtêm a maioria nas eleições presidenciais. Essas mudanças, porém, certamente não são fáceis de se obter porque necessitam de reformas estruturais.

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