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Gravíssimo se for comprovado.

Estatais de Minas são apontadas como "doadoras"

Folha de São Paulo- Trechos.

O homem que entregou ao Ministério Público Federal a lista de financiados do PSDB por empresas de Marcos Valério disse que a campanha para a reeleição de Eduardo Azeredo a governador de Minas Gerais, em 1998, recebeu reforço de R$ 8,5 milhões do governo do Estado.

A administração pública direta teria repassado R$ 2 milhões e R$ 6,5 milhões teriam vindo de empresas estatais -Cemig (eletricidade), Copasa(saneamento), Loteria Mineira, Comig (mineração)- e de ex-estatais (Banco de Crédito Real e Bemge (Banco do Estado de Minas Gerais)- privatizadas na gestão de Azeredo
Nilton Monteiro entregou aos procuradores da República cópia do que seria o balanço financeiro da campanha e que ele afirma ter obtido no final de 1998.

Entre os documentos estão listas apócrifas com nomes de mais de cem políticos do
Estado que teriam sido financiados pelas empresas de Valério e várias folhas com cópias de recibos de depósitos do Banco Real com transferências de valores da conta da SMPB para deputados estaduais e federais e para ex-deputados.

Há, ainda, um conjunto de folhas com o resumo da movimentação financeira da campanha, no qual está indicado que as empresas SMPB e DNA movimentaram R$ 53 milhões na campanha.

As estatais, segundo os papéis com a Procuradoria, repassaram dinheiro para a campanha como se fosse patrocínio do evento de corrida de motos Enduro da Independência, ocorrido naquele ano. A SMPB tinha exclusividade na organização do evento.


(manhã)

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