26,5 bilhões de reais para a "viúva"


E se for direito dos clientes ?

Estado de SP.
Esqueleto bilionário


Mais um 'esqueleto' bilionário gerado por um pacote econômico ameaça levar as contas públicas e o sistema financeiro ao colapso. Desta vez, o objeto da discussão é o índicede correção monetária a ser aplicado nos contratos de empréstimo bancário firmados em 1994, quando o Plano Real entrou em vigor. Centenas de clientes de bancos recorreram às Justiças Federal e Estaduais pleiteando a aplicação do IGP-M.Já as autoridades monetárias e os bancos afirmam que o Plano Real, por meio da Lei nº 8.880, impôs o IGP-2. A diferença entre os dois índices, naquele ano, foi de 39%.Se as instâncias superiores do Judiciário decidirem em caráter definitivo a favor de quem tinha um contrato de empréstimo bancário, em 1994, os bancos sofrerão enormes prejuízos, uma vez que terão de pagar essa diferença com recursos próprios. O mesmo também ocorrerá com a Receita Federal, pois a troca de índice de correção monetária do balanço das empresas a obrigará a compensar o que foi pago a mais. Só para os cofres públicos, levando em conta os juros acumulados em dez anos, essas ações podem custar R$ 26,5 bilhões.

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